Autoconhecimento: o início de uma vida plena

Você realmente se conhece?

O autoconhecimento é o ato de olhar para si e ter a consciência real daquilo que somos.

Nada mais é do que a base para o crescimento pessoal e para viver uma vida alinhada com nossos objetivos, valores e o que realmente nos importa. Conhecer-se bem ajuda a entender o que nos motiva, nossos pontos fortes, fraquezas e as áreas onde podemos crescer. Ao entender quem somos, nossos valores, forças e limitações, fica mais fácil tomar decisões, lidar com desafios e buscar o que realmente nos traz felicidade.


Somos sentimentais?

Não, nós não somos nossos sentimentos, mas somos os nossos pensamentos. O sentimento vem depois do pensar. Logo, a forma como nos comportamos começa nos nossos pensamentos.

Grande parte dos nossos pensamentos são habituais, fluem todos os dias na nossa mente. Pode parecer que não, mas podemos controlar nossos pensamentos.

Por exemplo, a inveja é um sentimento que todos estamos sujeitos a sentir. Diante da conquista do outro, a inveja revela nossa própria incapacidade de nos fazer felizes. O que faz a diferença é cultivá-la ou dominá-la.

Somos emotivos por natureza, sentimos mesmo sem querer, mas controlar as emoções é fundamental. Daí a importância do pensamento e do amadurecimento, pois muitas vezes é necessário fazer coisas desprazerosas, em vez de ficar refém das emoções.

Quanto mais sutil é a emoção, mais difícil é percebê-la. Independentemente de percebermos ou não, as emoções sempre estão exercendo influência sobre nós, a ponto de reagirmos de uma forma que não queríamos, porque perdemos o controle do nosso pensamento.

Embora ter pensamentos ruins seja fácil, ter bons pensamentos, ao contrário, requer vigilância e esforço. Mas à medida que treinamos nossa mente para ter pensamentos elevados, eles passam a se tornar naturais e formamos um hábito.

É fundamental criarmos um repertório para lidar com os processos internos e, consequentemente, com a vida ao nosso redor. Para isso, temos que ter consciência das nossas habilidades e dificuldades, assim podemos melhor gerenciá-las diante dos cenários que nos deparamos, buscando continuamente avançar no nosso aprimoramento.


A maturidade

A maturidade vem da auto responsabilidade, de enxergar as opções da vida, entendendo os cenários para escolher o correto, que geralmente é o mais desconfortável. Não é fácil agir de maneira contrária às nossas emoções, mas o resultado vale muito a pena. Rejeitar crescer e conhecer a si próprio é tornar-se escravo das emoções.

O processo de amadurecimento envolve várias quedas. Mesmo caídos por ter cedido às emoções, somos capazes de nos levantar, porque já conhecemos a trilha a percorrer. E quanto mais praticamos o controle das emoções, mais habilidades ganhamos.

Nosso objetivo é dominar as circunstâncias e não sermos dominados por aquilo que nos fere. Não podemos reagir baseados na ação ou intenção do outro, pois isso nos torna escravos. Não do outro, mas escravo de nós mesmos. Portanto, temos que buscar o domínio sobre como reagimos nos piores cenários.

Isso vale também quando nos esforçamos demais para agradar alguém, por medo de falar não ou de perder a aceitação do outro. Novamente escravo, do próprio ego, das próprias emoções. Não se trata de baixa auto estima, mas de ego ferido.

Se não soubermos quem somos e as reais intenções pelas quais agimos e conduzimos nossa vida, nunca estaremos satisfeitos ou encontraremos a realização pessoal.


Quais são nossos valores?

Nossos valores representam quem somos. Temos que reconhecer nossos valores e buscar viver neles, não tê-los apenas como discurso.

Não podemos delegar aos outros o reconhecimento dos nossos valores, tampouco agir na busca de aceitação alheia. Temos que identificar e compreender nossos valores, pois servirão como “bússola” para nosso comportamento durante a vida.

Como começar essa jornada?

1.  Reserve um tempo para si: vivemos em um ritmo acelerado e é fácil nos perdermos no meio das obrigações diárias. Tire um momento para refletir e ficar consigo mesmo, seja escrevendo, meditando ou apenas contemplando seus pensamentos;
2.  Identifique seus valores e prioridades: saber o que realmente importa para você ajuda a definir metas e tomar decisões. Pergunte-se: o que eu valorizo? Quais são meus objetivos a longo prazo?
3.  Reconheça suas forças e limitações: o autoconhecimento envolve entender tanto suas qualidades quanto os aspectos que gostaria de melhorar. Ao identificar suas forças, você ganha confiança, ao reconhecer suas limitações, encontra oportunidades para evoluir.
4.  Invista no autocuidado e na aceitação: autoconhecimento não é apenas sobre saber quem você é, mas também sobre aceitar-se e cuidar de si. Pratique a autocompaixão e não o vitimismo. Lembre-se de que crescer é um processo contínuo.

A jornada do autoconhecimento é única para cada um. O início pode ser aonde nós estamos agora. Não existe um ponto final, mas sim um caminho de constante aprendizado e evolução. Dedicar-se a descobrir mais sobre quem somos nos permite crescer.

Aprenda a observar o que você faz se sentir bem. Quando fizer algo, pense nos resultados que o seu eu futuro gostaria de ter. A jornada para dentro é tão valiosa quanto qualquer destino externo.

Conhecer a si mesmo é o maior investimento que você pode fazer.

5 métodos práticos para o autoconhecimento

1 – Escrita terapêutica

A escrita terapêutica, também conhecida como journaling, envolve registrar pensamentos e emoções no papel. É uma prática que nos ajuda a esclarecer sentimentos, refletir sobre experiências e entender melhor nosso comportamento.

Como aplicar:

•   Separe alguns minutos do dia para escrever sobre seus sentimentos e experiências.
•   Faça perguntas a si mesmo, como “O que me trouxe felicidade hoje?” ou “O que posso melhorar?”.

Benefícios:
Ajuda a processar emoções, alivia o estresse e proporciona clareza sobre padrões de comportamento.

2 – Análise SWOT Pessoal

A Análise SWOT, usada no mundo dos negócios, pode ser aplicada no autoconhecimento para mapear forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Esse método permite que você reconheça suas qualidades e áreas de melhoria, além de identificar oportunidades de crescimento e fatores que podem estar te bloqueando.

Como aplicar:

•   Divida uma folha em quatro quadrantes.
•   Liste suas forças e fraquezas, assim como as oportunidades e ameaças que percebe na sua vida.

Benefícios:
Ajuda a ter uma visão honesta de si mesmo e permite o desenvolvimento de estratégias para melhorar.

3 – Meditação e mindfulness

A meditação e o mindfulness são práticas de foco no presente que ajudam a cultivar a consciência sobre pensamentos e sentimentos sem julgá-los. Com o tempo, isso ajuda a entender melhor os próprios gatilhos emocionais e padrões de pensamento.

Como aplicar:

•   Dedique alguns minutos por dia para meditar ou praticar mindfulness.
•   Foque em sua respiração e permita-se observar seus pensamentos sem julgá-los.

Benefícios:
Promove uma maior compreensão de si, reduz o estresse e ajuda a reagir de forma mais consciente aos desafios.

4 – Testes de personalidade e temperamento

Testes como o MBTI (Myers-Briggs Type Indicator) ou o Eneagrama ajudam a explorar traços da sua personalidade e podem fornecer insights sobre como você se relaciona com o mundo e com as pessoas.

Como aplicar:

•   Faça testes online, como o MBTI, Eneagrama ou DISC, e reflita sobre os resultados.
•   Utilize os resultados para identificar aspectos de si mesmo que gostaria de desenvolver ou entender melhor.

Benefícios:
Proporciona uma compreensão mais profunda de padrões comportamentais e facilita o autodesenvolvimento.

5 – Feedback de pessoas próximas

Receber feedback de pessoas próximas é uma forma valiosa de autoconhecimento. Muitas vezes, as pessoas ao nosso redor têm uma perspectiva única sobre nossos pontos fortes e áreas onde podemos melhorar.

Como aplicar:

•   Peça feedback sincero de amigos, familiares ou colegas de confiança.
•   Pergunte sobre pontos positivos e áreas em que você pode crescer.

Benefícios:
Traz uma visão externa, permitindo que você conheça características suas que talvez ainda não tenha notado.

Minha melhor versão no autoconhecimento

De temperamento colérico, tentei meditar de várias maneiras, sentada ou deitada, mas sinto tédio ou sono. O que funciona para mim é caminhar ou pedalar todos os dias, perto da praia, para dar atenção e refletir sobre meus pensamentos, enquanto rezo o terço do rosário. Atribuo os vários insights que tenho à melhor oxigenação do cérebro e à paz emocional e espiritual desse momento, além de outros benefícios para a saúde.

Também estudo sobre esse tema, podendo indicar alguns títulos, como: Atenção plena – mindfulness, como encontrar a paz em um mundo frenético; 12 regras para a vida – um antídoto para o caos.

Conclusão

Investir em autoconhecimento é um passo importante para o crescimento pessoal e a construção de uma vida mais alinhada aos seus valores. Quanto mais nos conhecemos, mais preparado estaremos para alcançar nossos objetivos e lidar com os desafios do dia a dia!

E aí, qual desses métodos já experimentou? Comente abaixo e compartilhe suas experiências.

5 comentários em “Autoconhecimento: o início de uma vida plena”

Deixe um comentário