Oratória: a arte da comunicação clara e impactante

Microfone e público aguardando orador

Como ser um bom orador?

Oratória é a habilidade de comunicar ideias de forma clara, persuasiva e envolvente, seja em uma apresentação profissional, reunião, aula, entrevista ou discurso público. A boa comunicação é sinônimo de influência e de poder. Portanto, mais do que “falar bem”, a oratória envolve organizar pensamentos, dominar emoções e conectar-se com o público.


Por que a oratória é tão importante?

  • Fortalece a autoconfiança;
  • Melhora o desempenho profissional;
  • Ajuda a defender ideias com clareza;
  • Cria autoridade e credibilidade;
  • Amplia a capacidade de liderança.

Elementos essenciais da boa oratória

A capacidade de despertar o interesse e de manter a atenção do ouvinte é tão importante quanto o conteúdo. Também o controle emocional é fundamental para que o orador tenha autocontrole sobre seus pensamentos e emoções. A transmissão da mensagem é a prioridade, mas nunca se deve deixar um interlocutor constrangido.

Dessa maneira, quem se comunica bem domina os seguintes pontos:

  • Clareza – falar de forma objetiva, concisa e compreensível;
  • Estrutura do conteúdo – roteiro com início, desenvolvimento e conclusão bem definidos;
  • Voz – entonação, ritmo e pausas conscientes;
  • Linguagem corporal – postura, movimento, gestos e contato visual;
  • Emoção – transmitir autenticidade e propósito.
  • Autoridade – credibilidade e confiança;
  • Influência – atração, inspiração, persuasão e convencimento.

Linguagem corporal

Estudos apontam que a linguagem corporal influencia cerca de 55% da comunicação, seguida de 38% da entonação de voz, sendo que o conteúdo representa apenas 7%. Por isso, não podemos errar na nossa postura, pois ela ajuda a transmitir nossa mensagem.

Preste atenção com:

  • pés e pernas – relaxados, mas firmes, sem movimentos bruscos;
  • mãos e braços – palmas para cima, na altura do abdômen, sem gestos repetitivos, ausentes ou em excesso;
  • costas e ombros – eretos, porém, não rígidos;
  • olhos – procurar contato visual em várias direções;
  • expressões faciais – condizentes com o conteúdo;
  • vestimenta – adequada ao ambiente, de preferência clara.

Posição da voz

O som da voz representa nossa personalidade e transmite emoções. Por isso, atenção com:

  • entonação, volume, ritmo, articulação e intensidade da voz;
  • vocabulário adequado e compatível com o interlocutor;
  • pausas estratégicas;
  • vícios de linguagem;
  • erros do cotidiano.

Organização das ideias

Permite que a mensagem seja compreendida e lembrada pelos ouvintes. Estude até dominar o conteúdo. Tente organizar as ideias em tópicos, desenvolvendo a fala em frases curtas, com vocabulário acessível aos ouvintes. Algumas ferramentas como slides, listas e materiais de apoio podem auxiliar na transmissão da mensagem e demonstram cuidado.

Traga uma história marcante relacionada à mensagem. Dê uma prévia do que está por vir, introduzindo e contextualizando os assuntos, de maneira a instigar a curiosidade sobre o conteúdo. Faça uma conclusão marcante, para ser lembrado.


Oratória não é dom, é prática

Muitas pessoas acreditam que nasceram “sem talento para falar em público”, mas a oratória não é um dom ou sorte, mas uma habilidade treinável.

A timidez também não é um problema, pelo contrário, pessoas tímidas e treinadas tendem a ser objetivas e concisas. Por isso, com técnica e prática constantes, qualquer pessoa pode evoluir, ganhar segurança e se expressar melhor.


Dica prática

Antes de falar em público, pergunte-se:

Para quem vou falar?

Qual é o meu objetivo?

Qual é a mensagem principal que quero que as pessoas lembrem?

Isso ajuda a manter o foco e evitar excessos.

A boa comunicação mostra ao mundo todo o nosso potencial. Temos que sempre buscar nossa evolução.


Minha melhor versão

Acostumei a praticar minhas falas em frente ao espelho para corrigir a postura. Quando tenho que palestrar, faço um roteiro com o conteúdo mínimo e pratico cronometrando o tempo.

Também cuido para não usar roupas ou acessórios que possam chamar mais atenção do que as minhas ideias. Outro cuidado, ao apresentar slides, prefiro usar imagens do que texto, por isso, escrevo apenas o necessário para guiar minha apresentação, com fonte legível e simples. Assim, o objetivo é sempre evitar que os ouvintes se distraiam.

Por fim, ainda procuro tornar minha voz mais grave e, quando participo de reuniões ou gravo áudios, tenho que perder o costume de professora de repetir as ideias no final da fala.


Conclusão

Desenvolver a oratória é investir em comunicação, autoconhecimento e crescimento pessoal. Portanto, quem aprende a se expressar bem amplia oportunidades e constrói conexões mais fortes em todas as áreas da vida.


Para saber mais

Deixe um comentário